A American Society for Transplantation and Cellular Therapy (ASTCT), reconhecida mundialmente como autoridade científica em terapia celular e transplantes, publicou um estudo internacional com diretrizes atualizadas para o manejo de infecções respiratórias causadas por vírus parainfluenza e metapneumovírus humano (hMPV) em pacientes submetidos ao transplante de células hematopoiéticas (TCH).
O conteúdo faz parte da série oficial de guidelines da ASTCT e tem como uma das autoras a Dra. Marjorie Vieira Batista, Infectologista do Transplante de Medula Óssea em Hematologia do A.C.Camargo Cancer Center. Sua liderança na elaboração do estudo reforça o protagonismo da pesquisa brasileira em temas de alta complexidade, como o controle de infecções por paramixovírus em pacientes imunossuprimidos.
“Os principais resultados desse trabalho vêm direcionar várias condutas antes do transplante em pacientes com vírus respiratório de parainfluenza e metapneumovírus. A orientação de como manejar esses pacientes antes, durante e após o transplante, vale para hematologistas e infectologistas”, destaca a Dra. Marjorie.
As infecções por vírus parainfluenza e hMPV estão associadas a altas taxas de complicações pulmonares e mortalidade, principalmente quando evoluem para infecções do sistema respiratório inferior.
Cuidados pré-transplante: manejo de infecções e estratégias de prevenção
O transplante de células hematopoiéticas deve ser adiado por pelo menos duas semanas em pacientes com infecção ativa por vírus parainfluenza ou metapneumovírus humano, até que o paciente deixe de apresentar qualquer sintoma relacionado à infecção. Com essa conduta, é possível reduzir o risco de mortalidade relacionada ao procedimento.
Até a conclusão deste estudo, não há antivirais aprovados para o tratamento dessas infecções. Porém, a recomendação é o uso opcional de imunoglobulina intravenosa em casos graves. A vacinação contra vírus respiratórios é uma das principais ferramentas preventivas para candidatos ao transplante.
Isolamento e controle de transmissão em caso de infecção
Para evitar a transmissão dos vírus em ambiente hospitalar, a recomendação é o isolamento durante toda a internação do paciente e enquanto houver sintomas. O reteste laboratorial para liberação do isolamento não é indicado.
Confira o artigo no site da ScienceDirect. Para assistir ao vídeo da Dra. Marjorie, visite o nosso Instagram.