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Redação: Ensino, Pesquisa e Inovação
01/12/2025
3 min de leitura
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Infectologista do A.C.Camargo assina diretriz internacional sobre manejo de infecções respiratórias em transplantados de células hematopoiéticas

Infectologista do A.C.Camargo assina diretriz internacional sobre manejo de infecções respiratórias em transplantados de células hematopoiéticas

A American Society for Transplantation and Cellular Therapy (ASTCT), reconhecida mundialmente como autoridade científica em terapia celular e transplantes, publicou um estudo internacional com diretrizes atualizadas para o manejo de infecções respiratórias causadas por vírus parainfluenza e metapneumovírus humano (hMPV) em pacientes submetidos ao transplante de células hematopoiéticas (TCH). 


O conteúdo faz parte da série oficial de guidelines da ASTCT e tem como uma das autoras a Dra. Marjorie Vieira Batista, Infectologista do Transplante de Medula Óssea em Hematologia do A.C.Camargo Cancer Center. Sua liderança na elaboração do estudo reforça o protagonismo da pesquisa brasileira em temas de alta complexidade, como o controle de infecções por paramixovírus em pacientes imunossuprimidos. 


“Os principais resultados desse trabalho vêm direcionar várias condutas antes do transplante em pacientes com vírus respiratório de parainfluenza e metapneumovírus. A orientação de como manejar esses pacientes antes, durante e após o transplante, vale para hematologistas e infectologistas”, destaca a Dra. Marjorie. 


As infecções por vírus parainfluenza e hMPV estão associadas a altas taxas de complicações pulmonares e mortalidade, principalmente quando evoluem para infecções do sistema respiratório inferior.



Cuidados pré-transplante: manejo de infecções e estratégias de prevenção


O transplante de células hematopoiéticas deve ser adiado por pelo menos duas semanas em pacientes com infecção ativa por vírus parainfluenza ou metapneumovírus humano, até que o paciente deixe de apresentar qualquer sintoma relacionado à infecção. Com essa conduta, é possível reduzir o risco de mortalidade relacionada ao procedimento. 


Até a conclusão deste estudo, não há antivirais aprovados para o tratamento dessas infecções. Porém, a recomendação é o uso opcional de imunoglobulina intravenosa em casos graves. A vacinação contra vírus respiratórios é uma das principais ferramentas preventivas para candidatos ao transplante.



Isolamento e controle de transmissão em caso de infecção


Para evitar a transmissão dos vírus em ambiente hospitalar, a recomendação é o isolamento durante toda a internação do paciente e enquanto houver sintomas. O reteste laboratorial para liberação do isolamento não é indicado.


Confira o artigo no site da ScienceDirect. Para assistir ao vídeo da Dra. Marjorie, visite o nosso Instagram.

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